Angus Young não poupou críticas: banda começou bem mas perdeu-se pelo caminho
Poucos guitarristas têm a autoridade e o à-vontade de Angus Young para falar sobre outras bandas. O riff-master dos AC/DC, conhecido tanto pelas suas linhas de guitarra imediatamente reconhecíveis como pelo fato de aluno que veste em palco há décadas, revelou uma opinião pouco lisonjeira sobre uma das formações que marcou a história do rock.
Segundo o que foi noticiado, Angus não escondeu a admiração pelos primeiros passos da banda em causa, considerando que o início de carreira teve mérito e uma energia digna de nota. O problema, na perspetiva do guitarrista, surgiu no percurso seguinte: com o passar dos anos, a banda ter-se-á desviado daquilo que a tornava especial, perdendo o rumo que a tinha colocado no mapa.
Mais contundente ainda foi a comparação traçada por Young. Na sua leitura, o grupo acabou por soar como uma versão diminuída dos The Who, aqueles que foram um dos pilares do rock britânico e uma referência incontornável para gerações de músicos. Reduzir uma banda a uma “imitação pobre” de outra é, vindo de alguém como Angus, um veredicto duro e revelador do rigor com que encara a autenticidade no rock.
Estas declarações inserem-se numa longa tradição de músicos que não têm papas na língua quando se trata de avaliar colegas de profissão. Angus Young sempre foi um defensor de uma abordagem direta e sem rodeios à música, algo que se reflete na própria discografia dos AC/DC, marcada pela fidelidade a uma fórmula de rock cru e sem grandes floreados. Talvez seja precisamente essa consistência que o leva a valorizar bandas que se mantêm fiéis à sua identidade e a criticar aquelas que, no seu entender, se deixaram levar por outros caminhos.
O episódio serve também de lembrete sobre a importância de manter uma linha coerente ao longo de uma carreira. Para os AC/DC, a receita nunca mudou substancialmente ao longo das décadas, e talvez seja essa perseverança que sustenta a opinião de Angus sobre quem, na sua visão, perdeu o brilho inicial.
Embora a comparação com os The Who possa gerar debate entre os fãs, é inegável que estas palavras alimentam a eterna conversa sobre o que faz uma banda envelhecer bem ou mal. E, vindo de uma lenda viva da guitarra, o comentário dificilmente passará despercebido entre os amantes do género.
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