Internacional

Ringo Starr recorda o inusitado código dos Beatles para as viagens de carrinha

3 min de leitura
Ouvir a notícia 3 min · leitura por voz
Ringo Starr recorda o inusitado código dos Beatles para as viagens de carrinha
Imagem: Divulgacao/Fonte

Muito antes de encherem estádios e alcançarem o estrelato mundial, os Beatles enfrentaram os mesmos desafios de qualquer banda em início de carreira: horas intermináveis na estrada, longas viagens partilhadas e a proximidade forçada que a vida em digressão impõe. Foi precisamente sobre esses tempos que Ringo Starr voltou a falar, recordando um pormenor tão prosaico quanto divertido do quotidiano do quarteto de Liverpool.

Uma das maiores queixas de quem toca numa banda de rock costuma estar ligada, justamente, a essa convivência íntima e constante. Andar de um lado para o outro, dormir em locais improvisados e passar dias a fio dentro do mesmo veículo transforma os companheiros de palco em algo muito próximo de uma família — com todas as pequenas fricções que daí resultam.

Segundo o baterista, os Beatles chegaram a criar uma espécie de regra informal para lidar com um dos aspetos menos glamorosos dessa rotina: os episódios de flatulência dentro da carrinha em que se deslocavam. Numa altura em que o grupo viajava constantemente para atuar em salas e clubes, o espaço apertado do veículo tornava inevitável que estas situações se tornassem motivo de brincadeira entre os quatro músicos.

A recordação de Ringo Starr serve, acima de tudo, para reforçar a ideia de que o percurso dos Beatles esteve longe de ser sempre feito de luxo e conforto. Antes das gravações históricas e dos concertos memoráveis, houve muitos quilómetros percorridos em condições modestas, com os elementos da banda a partilharem cada momento — bons e menos bons — no mesmo espaço reduzido.

Este tipo de memórias, contadas com humor pelo próprio baterista, ajuda a humanizar uma das bandas mais importantes da história do rock. Longe da imagem polida que ficou eternizada nas capas de disco e nas fotografias oficiais, os Beatles eram, também eles, quatro jovens a aprender a lidar com as exigências da estrada e a encontrar formas de aliviar a tensão das viagens.

Ao relembrar estas histórias, Ringo Starr contribui para preservar o lado mais espontâneo e informal daquilo que foi o dia a dia do grupo nos primeiros anos. São episódios que raramente entram nas grandes narrativas sobre a banda, mas que revelam a camaradagem e a cumplicidade que uniram os quatro músicos durante uma das trajetórias mais marcantes de sempre.

Mais de meio século depois, o baterista continua a ser uma fonte preciosa de recordações sobre aqueles anos, oferecendo aos fãs pequenos vislumbres do que era, afinal, a rotina de uma banda que viria a mudar a música para sempre.

Fonte: Fonte

Partilhar

Deixa o teu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *