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Keith Richards e o velho debate: é preciso começar pela guitarra acústica?

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Keith Richards e o velho debate: é preciso começar pela guitarra acústica?
Imagem: Divulgacao/Fonte

Poucos nomes carregam tanta autoridade quando o assunto é guitarra como o de Keith Richards. Membro fundador dos Rolling Stones, o músico britânico marcou presença em todas as formações e em todos os discos de estúdio da banda, ao lado de Mick Jagger, construindo ao longo de décadas um dos legados mais influentes da história do rock. Por isso, sempre que Richards se pronuncia sobre a arte de tocar, vale a pena parar para ouvir.

Desta vez, o tema em cima da mesa é uma dúvida que assombra muitos aspirantes a guitarrista: será mesmo obrigatório dominar a guitarra acústica antes de partir para a elétrica? A questão divide gerações de músicos e alimenta discussões acaloradas em salas de ensaio e escolas de música um pouco por todo o lado. Há quem defenda que a acústica constrói bases sólidas, forçando o principiante a apurar a técnica sem os truques e a distorção que a elétrica proporciona. Do outro lado, estão os que preferem começar já com o instrumento que os fez sonhar em primeiro lugar.

Como veterano de infindáveis digressões e responsável por alguns dos riffs mais reconhecíveis de sempre, Richards fala com a legitimidade de quem passou a vida inteira com um instrumento nas mãos. O guitarrista dos Stones nunca escondeu a sua paixão pela aprendizagem contínua e pela ligação quase física que mantém com as suas guitarras, algo que transparece na forma como aborda o tema.

A reflexão do músico chega num momento em que a curiosidade em torno dos métodos de aprendizagem cresce, sobretudo entre os mais jovens que dão os primeiros passos. Numa era em que abundam tutoriais e cursos online, ouvir a perspetiva de alguém que se fez a si próprio, sem manuais nem atalhos, ganha um peso especial. A trajetória de Richards prova que não há uma única receita para chegar ao topo, mas sim caminhos diferentes que dependem da dedicação e da relação que cada um estabelece com a música.

Mais do que uma resposta definitiva, o contributo do guitarrista serve para relembrar que a técnica é apenas parte da equação. Aquilo que distingue um grande instrumentista é a sensibilidade, o ouvido e a persistência ao longo dos anos. Seja com uma acústica ou uma elétrica na mão, o essencial é manter viva a vontade de aprender e de evoluir.

Para os fãs dos Rolling Stones e para todos os que sonham em pegar numa guitarra, as palavras de Richards funcionam como um incentivo e, ao mesmo tempo, como um lembrete de que o caminho conta tanto como o destino.

Fonte: Whiplash

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