Isegrim estreia-se com um registo implacável de black metal
O panorama do metal extremo conta agora com uma nova referência através do EP de estreia homónimo da banda Isegrim, um trabalho que acaba de aterrar no mercado brasileiro e que promete captar a atenção dos aficionados pelas sonoridades mais gélidas e agressivas do género. Desde o primeiro contacto visual, o lançamento impõe uma identidade visual muito marcante. A capa do disco, banhada num tom roxo profundo e fúnebre, ostenta um imponente símbolo prateado repleto de pontas e iconografia enigmática. Esta estética visual é da autoria de Michael Schindler, um artista amplamente reconhecido no circuito underground extremo pelo seu vasto portfólio de capas, tendo falecido em 2016.
Assim que o disco começa a tocar e os altifalantes dão azo à primeira vaga de energia, qualquer dúvida desvanece-se de imediato: estamos perante uma obra puramente dedicada ao black metal. O registo sonoro caracteriza-se por uma abordagem fria, brutal e acelerada, fazendo jus aos cânones mais tradicionais e viscerais do estilo. Para quem segue de perto as correntes mais extremas da música pesada, este lançamento representa uma viagem sonora intensa, onde a velocidade e a atmosfera sombria dominam por completo cada faixa.
A chegada deste EP ao território brasileiro abre portas para que o público local descubra a proposta musical dos Isegrim, uma banda que se estreia em grandes gravações com uma sonoridade implacável. A combinação entre a herança visual deixada por Michael Schindler e a brutalidade sónica executada pelo grupo confere a este trabalho um estatuto de destaque para todos os colecionadores e entusiastas do metal negro que procuram novos discos para guardar na prateleira.
Fonte: Whiplash