Ian Anderson aponta o dedo a dois gigantes e afasta som previsível
O carismático líder dos Jethro Tull, Ian Anderson, voltou a dar provas de que nunca tevepapa na língua no que diz respeito ao panorama do rock britânico. Numa recente reflexão sobre o passado da música, o músico e flautista revelou as razões pelas quais sempre evitou seguir a fórmula criativa de duas das maiores bandas de sempre do Reino Unido, cujos nomes prefere manter sob escrutínio crítico. Para o veterano artista, a sonoridade desses dois incontornáveis grupos carecia da inventividade e da ousadia que sempre pautaram o seu próprio percurso artístico.
Desde os primórdios da carreira com os Jethro Tull, formados no final da década de sessenta, Anderson demarcou-se claramente das tendências comerciais que dominavam as tabelas de vendas. Enquanto muitos dos seus contemporâneos optavam por estruturas musicais mais diretas e repetitivas, o compositor britânico preferiu enveredar por caminhos sinuosos, misturando o rock progressivo com o folk, o blues e elementos eruditos. Esta abordagem, segundo o próprio, impedia-o de cair na tentação de replicar fórmulas alheias que considerava demasiado banais.
Para os seguidores mais atentos da banda, esta tomada de posição não surge como surpresa. Os Jethro Tull sempre se assumiram como uma entidade à parte no universo do rock, muito devido à presença singular da flauta transversal e às letras complexas e satíricas de Anderson. A recusa em seguir a cartilha dos gigantes britânicos ajudou a consolidar um estatuto de culto que perdura até aos dias de hoje, conquistando gerações de fãs que valorizam a originalidade acima de tudo.
Ao longo de décadas de digressões internacionais e álbuns marcantes, o músico manteve-se fiel aos seus princípios estéticos, recusando concessões fáceis ao mercado discográfico. As declarações agora conhecidas reforçam essa postura intransigente, mostrando que, mesmo com o passar dos anos, a visão artística de Ian Anderson continua afiada e avessa a facilidades. Para quem acompanha o legado de uma das bandas mais emblemáticas do rock britânico, fica a certeza de que a autenticidade esteve sempre no centro de cada canção.
Fonte: Whiplash