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Baterista dos Linkin Park criticado após tentativa de tocar clássico do rock brasileiro

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Baterista dos Linkin Park criticado após tentativa de tocar clássico do rock brasileiro
Imagem: Divulgacao/Fonte

A comunidade dedicada à música rock foi recentemente palco de debates intensos nas redes sociais, centrados numa actuação que envolveu a banda norte-americana Linkin Park. Em causa está um vídeo no qual o baterista do grupo tentou executar uma canção da emblemática banda brasileira Os Paralamas do Sucesso, uma iniciativa que não recolheu a unanimidade desejada entre os entusiastas do ritmo e da percussão.

A gravação rapidamente gerou reações diversas por parte do público e de seguidores atentos às dinâmicas do rock internacional. Vários utilizadores e críticos apontaram falhas na abordagem rítmica adoptada, questionando a capacidade de captar a essência e a sonoridade característica do tema original composto pelo grupo liderado por Herbert Vianna. Entre as críticas apontadas, destacaram-se reparos à falta de escuta atenta prévia e à ausência de uma assimilação mais profunda do groove antes da aplicação de uma levada mais standard associada ao rock ocidental contemporâneo.

A fasquia elevada deixada por João Barone, baterista histórico dos Paralamas do Sucesso, foi um dos argumentos mais repetidos nas reações online. Muitos fãs fizeram questão de sublinhar a identidade rítmica única construída por Barone ao longo de décadas de carreira, colocando em causa a transposição de um estilo tão próprio para as mãos de um percussionista habituado aos cânones do nu metal e do rock alternativo dos Linkin Park.

Para os seguidores do universo rock, episódios como este demonstram o desafio constante que é cruzar fronteiras musicais e homenagear artistas de outras latitudes geográficas e culturais. A execução de temas de bandas consagradas exige, na visão de muitos analistas e ouvintes, um respeito acrescido pelas matrizes originais, especialmente quando se trata de ritmos que misturam o rock com influências latino-americanas e jamaicanas, tão caros ao percurso dos Paralamas do Sucesso.

Enquanto a discussão continua a alimentar fóruns e caixas de comentários na internet, os Linkin Park mantêm o foco na sua própria digressão e na promoção do seu catálogo, distantes da polémica gerada em torno desta interpretação específica. Para os fãs de ambas as bandas, fica o registo de um cruzamento improvável que serviu para reabrir o debate sobre a importância da técnica, da sensibilidade e da pesquisa prévia na hora de prestar tributo a nomes consagrados da história da música.

Fonte: Whiplash

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