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A herança maldita do movimento grunge vista por três lendas do heavy metal

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A herança maldita do movimento grunge vista por três lendas do heavy metal
Imagem: Divulgacao/Fonte

A ascensão do movimento grunge no início da década de noventa continua a ser um tema quente de debate entre os músicos que viveram essa transição sísmica na indústria musical. Recentemente, perspetivas distintas sobre o impacto do género e a queda do hard rock tradicional vieram a público, demonstrando como o fenómeno gerado em Seattle ainda divide opiniões profundas entre figuras proeminentes do universo rock e metal.

Por um lado, Max Cavalera, uma das vozes mais marcantes da história do metal pesado e cofundador dos Sepultura, não tem pejo em classificar o período dominado pelas camisas de flanela e guitarras desafinadas como a pior fase por que o metal passou. Para o músico brasileiro, a chegada avassaladora do grunge representou um rude golpe para as bandas que mantinham viva a chama da agressividade e da velocidade tradicionais, alterando drasticamente o panorama discográfico global.

Em sentido parcialmente inverso, Jack Black, o carismático frontman dos Tenacious D e confesso adepto do rock clássico, tem uma visão pragmática sobre o crepúsculo do glam metal e do chamado hair metal. Na ótica do artista e ator, o colapso comercial e estético desse subgénero excessivo não precisou de forças externas para acontecer, pois caiu por si próprio devido ao esgotamento criativo e à saturação da fórmula que as editoras vinham a explorar exaustivamente.

Já Michael Sweet, líder e vocalista dos Stryper, aponta o dedo diretamente a uma das bandas mais emblemáticas do movimento de Seattle. Para o músico, foi o surgimento dos Nirvana que acabou por destruir o rock tal como era conhecido até então, alterando os parâmetros de sucesso e empurrando para a margem o virtuosismo instrumental e a estética exuberante que dominavam as tabelas de vendas nos anos oitenta.

Estas três visões distintas demonstram bem como a vaga grunge marcou um ponto de viragem incontornável na história da música moderna. Para os muitos seguidores do estilo que continuam a encher salas e a consumir discos em formato físico ou digital, a discussão sobre se o movimento foi uma lufada de ar fresco necessária ou um desastre cultural permanece totalmente em aberto, provando que o legado dessa década dourada continua bem vivo na memória coletiva dos fãs de guitarra elétrica.

Fonte: Whiplash

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