K.K. Downing lamenta afastamento dos Judas Priest e aborda futuro de Ian Hill
O universo do heavy metal voltou a olhar para a dinâmica interna dos lendários Judas Priest, desta vez por intermédio do guitarrista K.K. Downing. O músico, que integrou a formação clássica da banda britânica durante décadas antes de seguir o seu próprio caminho com os KK’s Priest, veio recentemente a público comentar a eventualidade da reforma do baixista Ian Hill, o único membro fundador que se tem mantido ininterruptamente no ativo ao longo da vasta e influente carreira do grupo.
Numa altura em que o tema da longevidade e da eventual retirada dos palcos se vai tornando cada vez mais prementes para os veteranos do género, Downing partilhou a sua perspetiva sobre a situação atual dos seus antigos companheiros de estrada. O guitarrista expressou publicamente um sentimento de claro lamento perante o rumo dos acontecimentos passados, recordando em particular o momento em que a porta do regresso lhe foi fechada. Segundo as palavras deixadas pelo músico, terá sido uma verdadeira pena que a liderança e os restantes elementos da banda não tenham aceitado a sua reintegração na formação ao longo dos últimos anos.
Na ótica de K.K. Downing, caso essa abertura tivesse existido por parte do grupo, o cenário atual seria manifestamente distinto, afirmando sem reservas que estaria agora mesmo a tocar ao lado dos seus antigos colegas nos palcos de todo o mundo. Esta declaração relança inevitavelmente o debate entre os inúmeros seguidores acérrimos da banda britânica acerca da formação ideal e dos bastidores que moldam a história recente de um dos nomes mais pesados e respeitados da história da música rock e metal.
Para a imensa legião de fãs que acompanha fervorosamente o percurso dos Judas Priest, qualquer reflexão sobre o legado do coletivo desperta imediata atenção, especialmente quando envolve figuras centrais da identidade sonora que marcou gerações inteiras de metaleiros. A trajetória de Ian Hill, indissociável das fundações do som pesado britânico, continua a ser um pilar fundamental para a estabilidade da banda em digressão e nos registos de estúdio. Enquanto o icónico baixista mantém o seu lugar na linha da frente, as memórias e os caminhos divergentes de antigos membros continuam a alimentar conversas e a manter viva a discussão sobre o passado, o presente e o futuro de uma instituição sagrada do rock.
Fonte: Whiplash